segunda-feira, 10 de agosto de 2009

E AÍ, FAZER O QUE DA VIDA?


"cursosuperiormente" falando

Há algum tempo atrás, estava eu feliz e satisfeito gritando aos quatro ventos que seria auxiliar de moto táxi do 3º ano pra frente. Ou então, vender rede era uma opção. Afinal de contas, existem muitas redes no mundo a serem vendias... Mas, infelizmente, o negócio não funciona assim. E toda a desgraceira, quando se trata de escolher uma profissão, deriva de uma única palavra:

cobrança.

Vale salientar que a indecisão não é uma regra. Porque SIM, sempre existem pessoas sem um pingo de sal as quais, também, não possuem solidariedade para com a angúsitia alheia e já sabem, desde o pré que curso farão. Digo "sem sal" porque afinal de contas, o "bom da vida" é você nascer dizendo que será médico, crescer gritando que será cozinheiro, sonhar em fazer história, escolher fazer agronomia e no fim das contas, morrer sendo um músico.

Voltando à cobrança... Ela é o tipo da coisa que rodeia qualquer cidadão até mais do que o ar. E nessa época, que é onde mais se precisa de silêncio para ouvir o que nossa própria voz diz, que a infeliz aumenta o volume a ponto de não nos deixar dormir. Vem de todos os lados, de todas as pessoas e sai até daquilo que não pensa ($). Existem pessoas que sabem (aprenderam a) lidar com ela (depois de terem levado muita pancada, ou não. Os sem graça sempre existem...) Tem quem não acredite mas a pior de todas é aquela que vem de dentro. Porque em algumas pessoas essa não é mais do que a soma das que vêm de fora. Nesse mundo a maioria das coisas vêm por imposição. Quer seja da sociedade, do dinheiro e da vida em si. A questão é onde o cristão coloca toda essa cobrança e imposição. Não se pode também colocar um "tapa-olho" de cavalo e sentar no lugar "do cabeça-dura" em programa de auditório. Determinação é importante, mas só quando existe um propósito formado e firmado. Quando não se sabe pra onde ir é importante ouvir e FILTRAR o que presta e o que, consequentemente, não.

Assim como Vanessa da Mata diz que só existem alemães no Brasil, eu "afirmo" que só existem médicos e advogados no mundo. Essa é o tipo da imposição e cobrança que já passou do tempo de ser filtrada e esquartejada ao invés de ser canonizada por muitos. Não que eu desmereça as profissões, são até simpáticas. O problema é a cegueira. "SÓ É FELIZ QUEM É MÉDICO!", "SÓ OS ADVOGADOS SE REALIZAM PROFISSIONALMENTE!", tudo isso em prol de que? De DINHEIRO?! Se for assim, qualquer dia desse, do jeito que as coisas andam, eu faço geografia pra poder ganhar MILHÕES porque, certamente, no futuro, não vai ter ninguém no pra poder "conduzir" um cidadão à faculdade pra ele virar um "bem-sucedido médico". Sou adepto do reconhecimento. Se você é INCRIVELMENTE BOM naquilo que você faz e for DISPOSTO não há limite que te segure!

Outro problema é que todo mundo quer ter vida boa desde o início. Todo mundo quer sair da faculdade e virar juíz. Todo mundo quer sair da casa dos pais pra ir luxar em um AP 15 quartos, 20 suítes, com cama giratória e tudo o mais... Ninguém quer RALAR de verdade. Ninguém quer suar um rio amazonas e depois, só depois, cantar a glória. É chato ouvir que só a morte é irremediável. Mas mais chato ainda é reconhecer que é verdade. É mais do que excelente, incrivelmente excepcional você acertar em cheio naquilo que você quer pra sua vida e entrar no curso de primeiríssima. Mas não é sempre assim, nem todo mundo nasceu pra estudar, nem todo mundo tem essa oportunidade, nem quem tem quer sempre, nem todo mundo que quer passa e nem todo mundo que faz gosta. Pessoas que nunca arrancaram os cabelos da cabeça uma única vez na vida não são confiáveis (cuidado, tá na moda ser psicopata!), mas fazer dessa depilação um vício não vai sequer te passar de ano, quanto mais te inserir numa faculdade, ou seja lá qual foi o seu objetivo. É a chatisse de saber dosar tudo (deixando claro que enventuais descontroles, AS VEZES, raramente, uma vez na vida e outra na morte, fazem mais bem do que mal...)

Com essa onda de profissões negligenciadas, que nós sejamos guardados de nos tornarmos maus profissionais, afinal de contas, existem muito mais "picaretinhas" do que o inferno pode aguentar. Em um mundo onde existe preconceto - que é aquela coisa que você NEM conhece e já sai cultivando intolerâncias - referente à cor da pele de uma pessoa que se dirá do que ela escolhe pra fazer na vida? ...Tem dia que dá vontade de pedir pra que Deus tivesse feito a humanidade muda... Nunca vi coisas para falarem TANTO... Falam de tudo, metem o pau em tudo (sendo eu um "exímio critico", reconheço essa mazela - a avaliação do CESPE sobre as minhas "habilidades e competências" está aí e não me deixa mentir...rs) Se não houvesse no planeta espaço para "todo mundo" a "redondinha" já teria rebolado mais da metade pro meio do inferno. Mas calma lá, cuidado nesse "horror de gentes" que você, humanidade, anda botando no mundo!... Mas esse é um ponto pra OUTRO post.... Outra coisa: a história de "ouvir o que o coração diz" é uma furada! Não caiam nessa. Até porque, existem pessoas """"evoluídas"""" como eu, que no lugar de coração têm uma muela, que convenhamos, é bem mais útil (HAHA).

É muito assunto pra uma noite só. Finalizo registrando TODA a minha revolta/discrença nas merdas dos "testes vocacionais". ESPECIALMENTE desses que você acha no Dr. Google. Quem sabe o que você quer fazer, isso se quiser fazer alguma coisa, é você, MERMÃO! É bem simples, basta você respeitar e entender as suas vontades. Só porque você quer fazer letras e tem besteira com o curso NUNCA se iluda que fazendo um teste desses vai sair ENGENHARIA DAS REPIMBOCAS...



2 comentários:

Andrea disse...

Muito ódio no coração!

"Devemos encarar com tolerância toda loucura, fracasso e vício dos outros, sabendo que encaramos nossas próprias loucuras, fracassos e vícios."

Vanessa Isis disse...

Sou obrigada a concordar com a menina acima: é muito ódio no coração! rs

O melhor post do blog, sem condições.. hahaha

Beijão