terça-feira, 12 de outubro de 2010

"ÀS VEZES SE MORRE"

Já me matei faz muito tempo
me matei quando o tempo era escasso
e o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
nunca mesmo o sempre passo

Morrer faz bem à vista e ao baço
melhora o ritmo do pulso
e clareia a alma

Morrer de vez em quando
é a única coisa que me acalma



Leminski

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

domingo, 10 de outubro de 2010

UM DIA PARA (TENTAR) POR FIM À BAGUNÇA

Olha, eu vou lhe ser bem honesto:
Minha vida não requer nada além dos cuidados triviais. Salvo em dias atípicos, obviamente. Tá, eu sou humano, mas não sou o tipo de pessoa que inspira cuidados. A título de cálculos, proporcionalmente eu sou até mais alegre do que triste. Não é difícil que eu me sinta bem. Por exemplo, até mesmo naqueles dias em que se acorda -com ou sem motivo- de cabeça baixa, basta ouvir boa música que minha alma lava-se. Viu? É fácil me fazer feliz.

Então por que será que eu insisto em pensar que existe algo errado - mesmo sabendo que não há? Por que será que eu carrego comigo essa cara muda de quem é infeliz? A isso eu chamo desordem. Sucessão de desencontros. Descompassos: minha vida caminha num ritmo diferente da minha mente. E tudo isso, ainda que não bastasse, segue sem dar as mãos ao meu corpo. É por isso que hoje eu paro. Para acertar os ponteiros e ajustar frequências. "Estou fechando para balanço".

Estou precisando de uma faxina. Dessas boas. Dessas em que se esfrega as paredes e o teto.

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Mas aí eu me pergunto: e se eu for mesmo (e somente) essa zona? Quantos dias será que levo para acabar comigo mesmo?

E essa observação quase chegou a ser um PS. Ela seria se não tivesse desconstruído tudo o que há acima. Eu já não sei.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010

PARE COM ISSO! PARE COM ISSO!

PARE COM ISSO A-G-O-R-A!

... é que quase sempre eu preciso usar dessa técnica - auto-repreensão - para me impedir de criar um futuro só meu, e que no entanto é nosso. Porque é inevitável: sempre que eu penso, não acontece. Será que é porque eu só projeto a felicidade?

Mas agora já é tarde demais. E eu acabei com tudo.