segunda-feira, 11 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
UM DIA PARA (TENTAR) POR FIM À BAGUNÇA
Olha, eu vou lhe ser bem honesto:
Minha vida não requer nada além dos cuidados triviais. Salvo em dias atípicos, obviamente. Tá, eu sou humano, mas não sou o tipo de pessoa que inspira cuidados. A título de cálculos, proporcionalmente eu sou até mais alegre do que triste. Não é difícil que eu me sinta bem. Por exemplo, até mesmo naqueles dias em que se acorda -com ou sem motivo- de cabeça baixa, basta ouvir boa música que minha alma lava-se. Viu? É fácil me fazer feliz.
Então por que será que eu insisto em pensar que existe algo errado - mesmo sabendo que não há? Por que será que eu carrego comigo essa cara muda de quem é infeliz? A isso eu chamo desordem. Sucessão de desencontros. Descompassos: minha vida caminha num ritmo diferente da minha mente. E tudo isso, ainda que não bastasse, segue sem dar as mãos ao meu corpo. É por isso que hoje eu paro. Para acertar os ponteiros e ajustar frequências. "Estou fechando para balanço".
Estou precisando de uma faxina. Dessas boas. Dessas em que se esfrega as paredes e o teto.
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Mas aí eu me pergunto: e se eu for mesmo (e somente) essa zona? Quantos dias será que levo para acabar comigo mesmo?
E essa observação quase chegou a ser um PS. Ela seria se não tivesse desconstruído tudo o que há acima. Eu já não sei.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
PARE COM ISSO! PARE COM ISSO!
PARE COM ISSO A-G-O-R-A!
... é que quase sempre eu preciso usar dessa técnica - auto-repreensão - para me impedir de criar um futuro só meu, e que no entanto é nosso. Porque é inevitável: sempre que eu penso, não acontece. Será que é porque eu só projeto a felicidade?
Mas agora já é tarde demais. E eu acabei com tudo.
domingo, 26 de setembro de 2010
AS FALSAS PARALELAS
Uma vez me disseram que não existem retas paralelas. Sim, elas existem, mas não permanecerão assim: sem se tocar para todo o sempre. É que elas, por serem retas por excelência, são infinitas. E o infinito sempre se junta no horizonte. Inevitavelmente.
Portanto, para quem fica atrás - e vê as falsas paralelas se estendendo - também verá que um dia essas ficarão unidas. Juntas lá na frente. Lá: onde é o limite da visão. Nem que seja por ilusão de óptica.
Após esse enunciado, desculpe-me, mas não pude deixar de pensar em nós. E um fio de esperança se acendeu. Porque os números, diferentemente das letras, nunca mentem. É, as letras muitas vezes dizem coisas completamente avessas ao que realmente está por trás. Aquilo que, por vergonha ou capricho, prefere se esconder... Mas isso é outro assunto. E eu não quero desviar-me da minha cronologia, da minha linha, da minha reta.
Onde eu parei? Ah!, nos números e em nós.
Minha esperança se acendeu porque se todo esse "prólogo" é pura matemática, então é lei: está provado e é verdade. E eu preciso agarrar-me a essa teoria. Simplesmente porque eu preciso acreditar que mesmo nossas trajetórias sendo tão opostas, e nós estarmos tão distantes, existe algo que sustenta e me consola: a projeção de que um dia eu poderei pegá-la em minhas mãos - e não soltar jamais.
E se eu abandonar-me por alguns instantes - e passar a examinar nossos caminhos - eu quase posso ver-nos lado-a-lado... É, eu preciso acreditar nisso. Sim, eu quero e preciso. Até porque é tudo matemática. E número não mente.
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